Escravistas, como Temer, são aterrorizados pelo espírito de Zumbi dos Palmares

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Escravistas, como Temer, são aterrorizados pelo espírito de Zumbi dos Palmares

Como marca do valor da cultura do negro no Brasil, em 20 de novembro celebramos o Dia da Consciência Negra, data em que, no ano de 1695, morreu Zumbi dos Palmares, o maior símbolo da resistência à escravidão.

Zumbi, cujo nome significa “a força do espírito presente”, era filho de guerreiros angolanos, que nasceu em um povoado de escravos chamado de quilombo. Ainda criança foi capturado por soldados e entregue a um padre, que ensinou a ele o português e o latim.

Aos quinze anos, Zumbi fugiu e voltou para o Quilombo, liderando a luta contra a escravidão. Palmares foi o nome dado à região em que havia muitas palmeiras e onde está localizado o estado de Alagoas.

Mas uma expedição militar foi enviada para destruir o povoado, com cerca de nove mil homens armados com canhões. O movimento foi derrotado e Zumbi morto no dia 20 de novembro de 1695.

Em 2003, por meio de uma lei, a data declarada como o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Desde então, os alunos estudam a história da África e dos africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, em todas as escolas do país.

REVOLTA CONTRA O ESCRAVISMO

Desde 11 de novembro, quando passou a vigorar, a reforma trabalhista ataca direitos trabalhistas, como férias, jornada, horário de almoço, e impõe mudanças prejudiciais nas regras de processos judiciais, ao dificultar a reivindicação dos direitos na Justiça. A nova legislação também enfraquece o movimento sindical e o poder da Justiça do Trabalho.

Depois de impor a terceirização sem limites e a reforma escravista, o governo, por meio do Ministério do Trabalho, editou a portaria 1.129/2017, que descaracterizava o conceito de trabalho escravo e afrouxava a fiscalização sobre os escravistas, tratando trabalho como se fosse mercadoria.

No período colonial, quando os senhores de engenho impunham o regime escravista, o trabalho era trocado por comida e por um lugar para dormir. As medidas adotadas pelo Governo Temer, a mando do empresariado e apoiadas por uma classe política desmoralizada, apontam para um retrocesso com precedentes apenas na época da escravidão.

Será preciso reviver o espírito de Zumbi dos Palmares e resistir aos ataques contra a dignidade humana. No dia 20 de novembro está contida essa mensagem.

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)

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