Em audiência, moradores atingidos na tragédia de Mariana cobram pagamento de auxílio mensal

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Em audiência, moradores atingidos na tragédia de Mariana cobram pagamento de auxílio mensal

MARIANA/MG – Vestindo camisas e exibindo cartazes, as vítimas do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem do Fundão, se concentraram na porta do fórum de Mariana. Eles queriam participar da audiência de conciliação, realizada no dia 5 de outubro, mas a sessão foi fechada aos 30 atingidos que tiveram o auxílio de um salário mínimo negado pela Samarco. Junto aos advogados da Samarco e moradores das comunidades atingidas, a presença do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).

A tragédia, que dizimou o município de Bento Rodrigues, em 15 de novembro de 2015, matou 19 pessoas, destruiu distritos e devastou o leito do Rio Doce em Minas Gerais e no Espírito Santo. A empresa não opera desde a ocorrência do desastre.

Na reunião, foi debatida a questão do auxílio mensal, de um salário mínimo, chamado de auxílio emergencial financeiro, aos 30 moradores diretamente atingidos pelo rompimento, que tiveram o pedido negado e recorreram da decisão. Para o Ministério Público, a renda daquelas pessoas foi comprometida com o rompimento da barragem de Fundão.

Está prevista para os próximos dias a realização de outra audiência para tratar sobre a indenização final das famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão.

PRAZO PARA O PAGAMENTO DE INDENIZAÇÕES

No dia 25 de setembro, o Comitê Interfederativo (CIF), composto por 70 instituições federais, determinou que sejam negociadas as indenizações por danos morais e materiais aos 14 mil moradores atingidos na tragédia, até dezembro desse ano. O CIF ainda definiu que os pagamentos ocorram até o dia 31 de março de 2018.

As indenizações incluem reparação de danos associados a mortes, lesões corporais, estragos em residências, entre outras formas de prejuízos. Trabalhadores como garimpeiros, pescadores, areeiros, agricultores, lavadeiras, barqueiros, comerciantes e empresários individuais também devem ser receber alguma indenização, já que as atividades foram afetadas pelo acidente.

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