Author Archives: Redacao-Sintracc

ByRedacao-Sintracc

CONFIRA O HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DO COMÉRCIO PARA O MÊS DE DEZEMBRO

Está disponível o

2º Termo Aditivo a CCT 2017/2018 – Comércio em Geral. Faça o download aqui:
(Também disponível no menu “Downloads”/ Termos Aditivos”)
ByRedacao-Sintracc

FRAUDES SE SOFISTICAM E EXIGEM MAIS CUIDADO EM TRANSAÇÕES PELA INTERNET

15/05/2017 – 18:35

Os ciberataques detectados na semana passada em mais de 100 países mostram que nem mesmo grandes companhias estão imunes a crimes digitais. Para quem compra produtos ou faz transações financeiras pela internet, a recomendação é redobrar o cuidado, pois golpes e fraudes têm se tornado cada vez mais sofisticado.

 

“Uma característica comum às fraudes na internet é que elas envolvem temas do momento”, diz Camillo Di Jorge, presidente da Eset no Brasil. No início do ano, a empresa de segurança com sede na Eslováquia detectou um vírus disseminado por e-mail sobre os saques do FGTS. A mensagem, que prometia informar o calendário para retirada, roubava senhas bancárias por meio de um programa instalado no computador de quem baixasse o arquivo anexado. Características do e-mail, como o domínio (o que vem depois do símbolo @) e a identidade visual evidenciavam o golpe. A artimanha, porém, poderia enganar usuários menos experientes.

 

Outro tipo de golpe que tem se tornado frequente é o da loja falsa. Felipe Panniago, diretor de marketing do site ReclameAqui, afirma que há casos de golpistas que respondem reclamações de usuários, fraudam CNPJs e até contratam serviços de call center. “É fundamental que a vítima exponha isso de alguma maneira, para evitar que outros consumidores passem pela mesma situação”, diz.

 

Para Bruno Cavalcante, a isca foi um iPhone anunciado no site Mr. por R$ 2 mil, valor abaixo do preço médio no mercado. O produtor de eventos checou os registros da empresa vendedora e entrou em contato com uma central de call center. Bem atendido, ele só se deu conta da fraude dias depois, ao solicitar o código de rastreamento do produto e não obter resposta. Cavalcante entrou em contato com seu banco e foi informado de que o valor desembolsado havia sido bloqueado – mas não obteve ressarcimento. Hoje, ele espera uma decisão da Justiça sobre o caso. O site está fora do ar.

 

Em uma busca na internet por produtos eletrônicos, a reportagem não conseguiu contatar proprietários de dois sites de compras, o Super Extra Eletro (https://www.superextraeletro.com.br/) e a Action Prime (http://actionprime.net/).

 

O primeiro declara endereço em uma sala comercial de um prédio na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Em contato por telefone, a recepcionista informou que não havia nenhuma empresa com esse nome que tem um escritório no prédio. Ela relatou que várias pessoas já foram ao endereço para reivindicar produtos.

 

Já a Action Prime declara endereço em um galpão em Barueri, na Grande São Paulo. O local, porém, é a sede de uma transportadora, a Total Express.

 

Ambos os sites, que constavam na plataforma Google Shopping, não foram mais encontrados após o contato da reportagem com o Google, que afirmou revisar constantemente as ofertas, tanto de forma automática quanto manual.

 

Leonardo Moura, do Silveiro Advogados, diz que, detectado o golpe, é necessário fazer um boletim de ocorrência. Quanto a ações na Justiça, o entendimento é de que o cliente deve ser amparado, porém cabe a ele ficar atento: “É cada vez mais comum ver decisões que cobram do consumidor um nível mínimo de atenção e zelo em transações eletrônicas”.

 

Fonte: Estadão

 

ByRedacao-Sintracc

EMPRESAS SÃO CONDENADAS POR ETIQUETAR PERTENCES ÍNTIMOS E EXPÔ-LOS A OUTROS EMPREGADOS

04/07/2017 – 12:04

Em dois julgamentos recentes, a Primeira e a Sétima Turmas do Tribunal Superior do Trabalho rejeitaram recursos contra condenação ao pagamento de indenizações por dano moral decorrentes de revistas abusivas em bolsas e pertences pessoais. O entendimento do TST é o de que a revista, sem contato físico, não caracteriza dano moral, mas, nos dois casos, o procedimento foi considerado vexatório e humilhante.

 

No primeiro processo, um repositor da Cencosud Brasil Comercial Ltda. (Rede de Supermercados G Barbosa) de Salvador (BA) pediu reparação pela conduta da equipe de segurança do estabelecimento, que, na vistoria de bolsas no início da jornada, etiquetava itens pessoais dos empregados, também vendidos pela loja, inclusive produtos íntimos. No fim do expediente, os pertences eram remexidos novamente para saber se havia mercadorias subtraídas do supermercado.

A empresa, em sua defesa, argumentou que o procedimento era feito com moderação e impessoalidade, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) deferiu ao repositor indenização de R$ 5 mil. Para o Regional, qualquer revista em objetos do empregado – bolsas, sacolas, carteiras, mochilas etc. – viola o direito de proteção à intimidade e à dignidade humana.

 

No segundo caso, o Tribunal Regional do Trabalho da 19ª Região (AL) condenou a Drogaria Guararapes Brasil Ltda. a indenizar em R$ 30 mil um balconista que tinha de vistoriar as bolsas dos colegas e também era revistado por eles, todos os dias. Para o Regional, essas situações são constrangedoras, uma vez que o conteúdo das sacolas, com itens íntimos do proprietário, era revelado a fiscais e outros empregados.

 

Os relatores dos recursos em cada Turma, ministro Cláudio Brandão e desembargador convocado Marcelo Pertence, reafirmaram a ocorrência de excessos. Relator do processo entre o balconista e a drogaria, o ministro Cláudio Brandão disse que o procedimento era vexatório porque o conteúdo das sacolas era exposto aos demais empregados. “É preciso preservar a dignidade e a intimidade da pessoa humana em detrimento do direito de propriedade e da livre iniciativa da empresa”, concluiu.

 

Já Marcelo Pertence, relator do recurso da Ceconsud na Primeira Turma, relembrou que a vistoria no supermercado não era meramente visual, pois os seguranças remexiam os objetos dentro da mochila do trabalhador. “A revista, portanto, se dava de maneira induvidosamente causadora de humilhação e constrangimento aos empregados, com exposição da sua intimidade, ensejando a indenização por danos morais”, disse.

 

Valores

 

As Turmas não modificaram o valor das indenizações. No caso do balconista de farmácia, houve tentativas de reduzir e aumentar o montante de R$ 30 mil. Entretanto, Cláudio Brandão explicou que as partes se limitaram a invocar, “de forma genérica”, os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. “Seria necessário que expusessem as razões pelas quais consideraram inadequado o valor arbitrado, o que não aconteceu”, afirmou.

 

Marcelo Pertence, no processo do repositor, entendeu adequado o valor de R$ 5 mil, em vista do dano, da culpa, do caráter pedagógico da punição e da capacidade econômica da empresa.

 

Processos: AIRR-1162-22.2010.5.19.0003 e RR-894-37.2015.5.05.0017

 

Fonte: TST

ByRedacao-Sintracc

EMPRESA É OBRIGADA A ACABAR COM FRAUDE NO REGISTRO DE PONTO

04/07/2017 – 12:50

O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso (MPT-MT) obteve liminar em ação civil pública contra a empresa EB Comércio de Eletrodomésticos, a Eletrokasa. Na decisão, a juíza do Trabalho Adenir Alves da Silva Carruesco, da 1ª Vara do Trabalho da cidade, determinou que a empresa deixe de fraudar os cartões de ponto e registre a jornada de trabalho efetivamente cumprida pelos empregados. A multa pelo descumprimento é de R$ 5 mil, a ser revertida a projetos sociais.

 

O MPT ainda aguarda a análise do pedido de indenização por danos morais coletivos, estipulados em cerca de R$ 2,3 milhões. Para apuração do valor, o MPT realizou um cálculo aproximado do benefício econômico obtido pela Eletrokasa ao sonegar o pagamento de horas extras aos funcionários (198, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged) ao longo de cinco anos, período correspondente ao prazo prescricional atual para empregados urbanos e rurais exigirem seus créditos e direitos trabalhistas na justiça. Pela análise dos documentos, são realizadas, por empregado, cinco horas extras de trabalho todos os sábados, em média.

Em inspeção realizada pela Superintendência Regional de Trabalho e Emprego de Mato Grosso (SRTE-MT), foram encontrados trabalhadores em atividade mesmo após o horário da saída ter sido registrado. No relatório de fiscalização, a conduta da Eletrokasa é descrita como “fraudulenta”.

 

Além disso, pontuam SRTE-MT e MPT que as irregularidades consubstanciam práticas sistemáticas da empresa, na medida em que foram observadas em vários de seus estabelecimentos, seja pelo elevado número de reclamações trabalhistas ajuizadas (como em Primavera do Leste), seja pela verificação in loco da prática de ilícitos em outras filiais, como o caso de duas lojas de Rondonópolis, alvos de ação fiscal em junho de 2016 e abril deste ano.

 

“Note-se bem que a fraude é engendrada com o propósito de a empresa não ter que pagar por todo o período em que se apropria da força de trabalho de seus empregados, uma vez que estes seguem laborando mesmo após a batida do ponto. Tem-se, por conseguinte, violação à obrigação contida no art. 74 § 2º da CLT, a imputar à empresa a obrigação de registrar a jornada efetivamente pratica pelos seus empregados – o que não ocorre quando estes são obrigados a trabalhar depois de batido o ponto”, salienta o procurador do Trabalho Bruno Choairy.

 

Outra irregularidade apontada se refere ao fato da empresa adotar sistema de compensação de horas não previsto em negociação coletiva. Pelo exame das folhas de ponto, o MPT e a fiscalização do Trabalho verificaram que a compensação não ocorria dentro da própria semana – caso que não exigiria acordo ou convenção coletiva – mas dentro de meses diversos. Neste caso, não se aplicaria o regime compensatório na modalidade “banco de horas”, havendo a necessidade de pagamento de horas extras.

 

A empresa faz parte de um grupo porte no comércio de eletrodomésticos e possui, de acordo com seu site oficial, 58 filiais, sendo 57 em Mato Grosso e uma em Mato Grosso do Sul.

 

Reforma trabalhista –  Conforme pontuou o procurador do Trabalho Bruno Choairy, a limitação da jornada tem relação direta com as normas de segurança no trabalho, evitando a ocorrência de acidentes provocados por jornadas demasiadamente elásticas. Segundo ele, o objeto da ação civil pública se insere no atual contexto da discussão da Reforma Trabalhista, que, a pretexto de modernizar a legislação, promoverá uma verdadeira precarização, permitindo jornadas extensas, sem fixação de limite diário.

 

A proposta contida no PL 6.787/2016, de autoria da Presidência da República, que atualmente tramita no Senado como PLC 38/17, introduz um novo artigo na CLT, prevendo que a convenção ou o acordo coletivo de trabalho tenha força de lei quando tratar, por exemplo,  de jornada de trabalho e registro de ponto.

 

Fonte: MP

 

ByRedacao-Sintracc

DOR NAS COSTAS É A MAIOR CAUSA DE AFASTAMENTO DO COMERCIÁRIO

04/09/2017 – 14:48

Segundo o ranking de auxílios-doença concedidos pelo INSS, a dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias. Em 2016, 116.371 pessoas tiveram de se ausentar do emprego por, no mínimo, duas semanas em razão dessa enfermidade. O número representa 4,71% de todos os afastamentos.

 

O segundo motivo que mais afastou trabalhadores no ano passado foram fraturas de perna e tornozelo, seguidas das de punho e mão.

 

Dados do Ministério do Trabalho apontam que não são as atividades pesadas que mais afastam trabalhadores com dores nas costas, e sim o serviço público, onde há um grande número de pessoas realizando funções repetitivas.

 

Em segundo lugar, estão as atividades relacionadas ao comércio varejista, em especial supermercados, seguidos dos ramos hospitalar, de construção de edifícios e transporte rodoviário de cargas.

 

A coordenadora-geral de Fiscalização e Projetos do Ministério do Trabalho, Viviane Forte, diz que nessas atividades consideradas mais leves, as dores nas costas são menos evidentes do que na construção civil, por exemplo, porém também são graves.

 

“No comércio, a dorsalgia é comum nas pessoas que trabalham como estoquistas, porque elas levantam caixas, fazem movimentos de agachar e levantar e acabam não prestando atenção na postura. Esse mesmo descuido ocorre com quem trabalha em escritório por muito tempo sentado na mesma posição”, explica.

 

Assim como ocorre com doenças como estresse e depressão, é difícil diagnosticar se as dores nas costas são causadas pela atividade profissional ou por algum outro problema externo. Mas Viviane entende que, independentemente da causa original, a postura no trabalho influencia no adoecimento.

 

“As pessoas passam muito tempo do seu dia no trabalho. Se não tiverem o devido cuidado na maneira de se sentarem e realizarem suas atividades, ou se não respeitarem as pausas necessárias ao longo da jornada de trabalho, vão adoecer, independentemente de como e onde tenha surgido a dor”, alerta.

 

Principais motivos de afastamento

 

Categoria / Frequência

 

Dorsalgia

116.371

 

Fratura da perna, incluindo tornozelo

108.727

 

Fratura ao nível do punho e da mão

93.507

 

Fratura do antebraço

74.322

 

Fratura do pé (exceto do tornozelo)

70.383

 

ByRedacao-Sintracc

STF restabelece decisão do TST sobre correção de débitos trabalhistas

BRASÍLIA/DF – Em sessão realizada no dia 5 de dezembro, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedente, a Reclamação (RCL) 22012, ajuizada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) contra decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou a adoção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E), em lugar da Taxa Referencial Diária (TRD), para a atualização de débitos trabalhistas.

Desde outubro de 2015, a decisão do TST e a tabela única editada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) estavam suspensas por medida liminar do ministro Dias Toffoli, relator da RCL 22012.

Na conclusão do julgamento, prevaleceu a divergência aberta pelo ministro Ricardo Lewandowski pela improcedência da reclamação. Ele citou precedentes indicativos de que o conteúdo das decisões, que determinam a utilização de índice diverso da TR para atualização monetária dos débitos trabalhistas. A divergência foi seguida pelos ministros Celso de Mello e Edson Fachin, formando, assim, a corrente majoritária no julgamento.

TRD X IPCA-E

Ao deferir a liminar, o ministro Dias Toffoli, do STF, suspendeu os efeitos de decisão do Plenário do TST, relatada pelo Ministro Cláudio Mascarenhas Brandão, que determinou a substituição dos índices de correção monetária aplicada aos débitos trabalhistas. A decisão do TST, proferida em agosto deste ano, afastou o uso da Taxa Referencial Diária (TRD) e determinou a adoção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E).

A alteração da correção monetária determinada pela corte trabalhista atingiu não só o caso concreto, mas todas as execuções em curso na Justiça trabalhista. Isso porque na mesma decisão o tribunal decidiu oficiar ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) para providenciar a ratificação da “tabela única” da Justiça do Trabalho.

Em razão do impacto sobre milhares de ações trabalhistas, a decisão foi comemorada pelos sindicalistas, em virtude do evidente prejuízo causado aos trabalhadores, conforme destacou Miguel Salaberry Filho, secretário nacional de Relações Institucionais da União Geral dos Trabalhadores (UGT). “A Taxa Referencial não preserva o poder aquisitivo da moeda e sequer cumpre essa função”, ponderou o ugetista.

INDEXADOR DO MERCADO FINANCEIRO

A Taxa Referencial (TR) não é índice de correção monetária, pois reflete a variação do custo de captação dos depósitos a prazo fixo e não mede a variação do poder aquisitivo da moeda. A taxa foi criada em março de 1991, com o propósito de promover a desindexação da economia e o combate à inflação, no chamado conhecido “Plano Collor II”.

Salaberry argumenta que a inflação mede a perda de poder aquisitivo de um período anterior à divulgação do índice, diferentemente do que ocorre com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Moreira Alves, ex-ministro do STF, demarcou a diferença entre os índices de correção monetária e a TR, ao lembrar que a Taxa Referencial é um indexador para o mercado financeiro de títulos e valores mobiliários e reflete as variações do custo de captação dos depósitos a prazo fixo, sem refletir a variação do poder aquisitivo da moeda. Sendo um índice de correção monetária, a TR é, portanto, um índice de desvalorização da moeda.

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)

ByRedacao-Sintracc

Temer avisa que vai votar a reforma da Previdência ainda esse ano. Em qualquer circunstância.

BRASÍLIA/DF – No dia em que o movimento social ocupava ruas e praças públicas para protestar contra a reforma da previdência (5/12), o presidente Michel Temer reuniu representantes de quatro centrais sindicais (UGT, Força Sindical, CSB e Nova Central) para reafirmar a disposição de votar a PEC 287/2016 ainda neste ano.

Michel Temer repetiu o discurso oficial sobre um suposto déficit no setor e a existência de privilegiados dentro do sistema. Entre eles, os servidores públicos, categoria em que mais de 85% recebem menos de R$ 3 mil por mês.

Céticos diante do causador do maior retrocesso nos direitos sociais das últimas décadas, os sindicalistas ouviram um Temer determinado a votar a proposta, em qualquer circunstância. O motivo principal está em 2018, um ano eleitoral, que seria um complicador para as pretensões governistas. Os sindicalistas pediram mais tempo para debater o assunto com a população e o Congresso, mas Temer e o ministro Henrique Meirelles foram irredutíveis.

MÁ GESTÃO E PRIVILÉGIOS

Patah citou a menor participação do agronegócio no custeio da Previdência, pois paga menos do que a indústria e o comércio. O ugetista ainda apontou a existência de grande número de imóveis de propriedade do governo que estão abandonados ou locados a preços abaixo dos praticados no mercado

Os líderes sindicais acusaram as medidas de penalizar o contribuinte da Previdência Social, que é um seguro do trabalhador do setor privado, que paga uma parte do que ganha para garantir a renda de quem já contribuiu ou precisou parar de trabalhar em algum momento. Também garante outros benefícios em caso de doença, invalidez, idade avançada, morte, desemprego, maternidade ou ainda na reclusão (prisão).

A exclusão dos militares é considerada por analistas uma das distorções da reforma, embora os integrantes do segmento representem apenas 30% dos servidores públicos. Além deles, policiais civis e bombeiros também ficaram de fora. Pelas regras atuais, os militares têm uma contribuição mensal de 7,5% de suas remunerações. Os membros das Forças Armadas, homens e mulheres, podem entrar para a reserva depois de 30 anos de serviço militar.

COBRAR OS DEVEDORES

A Proposta apresentada pelo governo no dia 6/12 não alterou as regras de aposentadoria para os membros do judiciário (magistrados e servidores). A aposentadoria integral sem o limite de teto do INSS está mantida. Fica assegurada a aposentadoria compulsória, aos 75 anos, para membros do Ministério Público, Defensoria Pública e dos tribunais e conselhos de contas.

Paulo Rossi, presidente da UGT-Paraná, defendeu que o governo cobrasse os grandes devedores da Previdência, antes de promover a reforma. Os devedores da Previdência Social acumulam uma dívida de R$ 426,07 bilhões, quase três vezes o atual déficit do setor, que foi cerca de R$ 149,7 bilhões no ano passado. Na lista, com mais de 500 nomes, aparecem empresas públicas, privadas, fundações, governos estaduais e prefeituras que devem ao Regime Geral da Previdência Social.

O levantamento, feito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, concluiu que os devedores respondem por quase três vezes o déficit do setor, fato também demonstrado no relatório final da CPI da Previdência, presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS).

Enquanto isso, em 21 de outubro, a quatro dias da votação da segunda denúncia contra o presidente, o governo assinou decreto que concede desconto para as multas por crimes ambientais. Um desconto de até 60% sobre multas do Ibama e  a possibilidade de que sejam pagos os 40% restantes da dívida com ações de reflorestamento ou recuperação de áreas degradadas, indicadas pelo próprio governo.

 

Renato Ilha, jornalista (MTb 10.300)

ByRedacao-Sintracc

Roubo descarado ao povo brasileiro: MP da Shell é aprovada e dá R$ 1 trilhão a multinacionais do petróleo

Parlamentares de oposição e a Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas denunciam que a medida deve destruir a indústria naval brasileira e coloca o país “de joelhos” diante das empresas como a Shell.

A Câmara dos Deputados aprovou, no fim da noite desta quarta-feira (29), por 208 a 184, o texto-base da Medida Provisória (MP) 795/2017, que estabelece redução de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural. O pacote de bondades significará renúncia de receitas na ordem de R$ 50 bilhões por ano.

De acordo com o texto, as empresas ficam isentas de pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação).

Quando enviada pelo governo Temer, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. No entanto, ao relatar a matéria, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, o que deve acarretar em perdas somadas da ordem de R$ 1 trilhão em receitas que deveriam ser destinadas à União – cerca de R$ 50 bilhões por ano.

Depois de revelações de que o ministro de Comércio do Reino Unido, Greg Hands, veio ao Brasil para fazer lobby em defesa dos interesses das petrolíferas britânicas, a proposta ficou conhecida como MP da Shell, e virou alvo de críticas de deputados da oposição.

“Estamos vendo o assalto a este país. O Brasil está sendo levado, vendido na bacia das almas. Essa medida provisória é lesiva ao Brasil, lesiva à arrecadação do governo, aos empregos dos brasileiros e é lesiva ao mercado interno do povo brasileiro. O fato é que o Brasil está abrindo mão da sua arrecadação, da sua soberania, em troca do lobby da Shell, do lobby do Reino Unido”, afirmou o líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini.

Durante mais de quatro horas, os deputados da oposição obstruíram a sessão por discordar dos incentivos tributários para o setor e a redução dos percentuais de conteúdo local exigido das petroleiras. “Retirar do povo brasileiro R$ 1 trilhão até 2040 para entregar à Shell é roubo. Há parlamentares que estão fazendo jogo de petrolíferas internacionais colocando o Brasil de joelhos”, disse o deputado Glauber Braga (Psol-RJ).

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) apontou que a aprovação da MP representa uma “pá de cal” na indústria naval brasileira. “Não sou eu que digo isto. É a Associação Brasileira da Indústrias de Máquinas (Abimaq) que diz que, com esta medida provisória, vamos jogar na lata do lixo um milhão de empregos da cadeia de produção de equipamentos de óleo e gás”.

ByRedacao-Sintracc

Geração de emprego em outubro tem o maior índice do ano

O Ministério do Trabalho mensalmente apresenta os números da geração de empregos formais no país e em outubro foi registrado saldo positivo e o maior em 2017. O saldo ficou 76.599 novas vagas. Foram registradas 1.187.819 admissões e 1.111.220 demissões.

Com o resultado apresentado por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), este foi o oitavo saldo positivo de 2017, no acumulado já são 302.189 novos postos de trabalho.

“São números que nos dão ainda mais certeza de que as medidas adotadas pelo governo colocaram o Brasil de volta nos trilhos do crescimento econômico”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira. “A economia está em marcha. A melhor forma de distribuição de renda é o emprego, e o Brasil do futuro é o Brasil do emprego.”

O resultado das vagas geradas durante o ano ainda não é o ideal, pois na comparação com o número de demissões, no acumulado de janeiro a outubro o saldo é negativo (-294.305).

Setores

Esse crescimento se deve por três setores que puxaram os números (comércio, indústria da transformação e serviços). Para o ministro Ronaldo Nogueira são setores que já mostravam crescimento. “O crescimento destacado do Comércio já reflete, também, o otimismo e o aumento da produção da Indústria verificados em meses anteriores”, falou Ronaldo Nogueira.

O saldo positivo do comércio foi de 37.321, Indústria de transformação 33.200 e de serviços foi de 15.915.

Alguns setores tiveram recuos como: Construção Civil (-4.764 postos de trabalho), agropecuária (-3+551), Serviços Industriais de Utilidade Pública (-729), Extrativa Mineral (-532) e Administração Pública (-261).

O Ministério do Trabalho acredita que os setores com saldo negativo voltarão a crescer já primeiro semestre de 2018.

Ronaldo Nogueira também lembrou que o mercado de trabalho deve ser movimentado por investimentos do setor automobilístico, em torno de R$ 15 bilhões, para 2018. “Esse setor estava demitindo, ou trabalhando com a redução de turnos, mas agora já está retomando sua capacidade”, pontuou.

Fonte: Redação Mundo Sindical com informações do Ministério do Trabalho – 21/11/2017